São Martinho

São Martinho

A comunidade da Palmeira Alta começou a acolher os primeiros moradores no início de 1900, quando famílias inteiras de imigrantes italianos deixaram a localidade de Rio Maior e foram em busca de novas terras, mais amplas, onde era possível criar o grande número de filhos. Junto à mudança, levaram a religiosidade. A primeira capelinha foi construída em 1918.

Depois de alguns anos, a pequena capela já não suportava tamanha quantidade de fiéis. Em 1967 foi inaugurada uma nova edificação, mais ampla, com arquitetura arrojada para a época. Em formato hexagonal, o templo apresenta excelente iluminação, resultado alcançado pelas grandes janelas espalhadas pelo corpo do edifício.

Hoje, Palmeira Alta possui 51 famílias, sendo 49 católicas. A comunidade reúne-se semanalmente para a celebração da Palavra e mensalmente para a Santa Missa. Conta com a colaboração de uma Ministra Extraordinária da Eucaristia e da Pastoral do Dízimo. O Apostolado da Oração conta com 20 associados e a Mãe Peregrina tem duas capelinhas visitando as famílias. A administração da comunidade está a cargo da Comissão para Assuntos Econômicos e Pastorais.  

SÃO MARTINHO

Martinho nasceu na Hungria, por volta do ano 316, e pertencia a uma família pagã. Seu pai era comandante do exército romano. Por curiosidade começou a freqüentar uma Igreja cristã, ainda criança, sendo instruído na doutrina cristã, porém sem receber o batismo. Ao atingir a adolescência, para tê-lo mais à sua volta, seu pai o alistou na cavalaria do exército imperial. Mas se o intuito do pai era afastá-lo da Igreja, o resultado foi inverso, pois Martinho continuava praticando os ensinamentos cristãos, principalmente a caridade. Depois, foi destinado a prestar serviço na Gália, atual França.

Foi nessa época que ocorreu o famoso episódio do manto. Um dia, um mendigo que tiritava de frio pediu-lhe esmola e, como não tinha, o cavalariano cortou seu próprio manto com a espada, dando metade ao pedinte. Durante a noite, o próprio Jesus apareceu-lhe em sonho usando o pedaço de manta que dera ao mendigo e agradeceu a Martinho por tê-lo aquecido no frio. Dessa noite em diante, ele decidiu que deixaria as fileiras militares para dedicar-se à religião. Com vinte e dois anos, já estava batizado, afastado da vida da corte e do exército. Tornou-se monge e discípulo santo Hilário, que o ordenou diácono. Mais tarde, quando voltou do exílio, em 360, doou a Martinho um terreno onde fundou uma comunidade de monges.

Mas, logo, eram tantos jovens religiosos que buscavam sua orientação que Martinho construiu o primeiro mosteiro da França. No Ocidente, os monges podiam exercer o sacerdócio para que se tornassem apóstolos na evangelização. Martinho liderou, então, a conversão de muitos e muitos habitantes da região rural. Com seus monges, ele visitava as aldeias pagãs, pregava o Evangelho, derrubava templos e ídolos e construía igrejas. Onde encontrava resistência, fundava um mosteiro. Com os monges evangelizando pelo exemplo da caridade cristã, logo todo o povo se convertia. Quando ficou vaga a diocese de Tours, em 371, o povo aclamou-o, unanimemente, para ser o bispo. Martinho aceitou, apesar de resistir no início. Mas não abandonou sua peregrinação apostólica: visitava todas as paróquias, zelava pelo culto e não desistiu de converter pagãos e exercer exemplarmente a caridade.

Martinho exerceu o bispado por vinte e cinco anos. Morreu, aos oitenta e um anos, na cidade de Candes, no dia 8 de novembro de 397. Sua festa é comemorada no dia 11 de novembro, data em que foi sepultado na cidade de Tours. São Martinho de Tours  se tornou o primeiro santo não-mártir a receber culto oficial da Igreja e também um dos santos mais populares da Europa.  

SÃO MARTINHO

Informações:

Local

Palmeira Alta

Telefone

(48) 9191.5923

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