A água que gera verdadeira vida vem do Coração do nosso Deus!

Terça-feira – 4ª Semana da Quaresma

17 de março de 2015

 

1ª Leitura: Ez 47,1-9.12: “Todos os que a água tocou ficaram curados”

Salmo Responsorial 45 (46): “Conosco está o Senhor do Universo!

Evangelho: Jo 5,1-16: “No mesmo instante, o homem ficou curado”

 

 A água que gera verdadeira vida

vem do Coração de nosso Deus!

 

Meus irmãos e minhas irmãs em Cristo Jesus!

Nesta terça-feira da 4ª semana da Quaresma, a liturgia da Palavra nos traz um tema relacionado à vida: a água! É o tema que remete ao nosso Batismo e à vida nova que Nosso Senhor nos trouxe.

São reflexos da liturgia do 4º Domingo que continuam presentes.

Na primeira leitura, o profeta Ezequiel, numa linguagem carregada de símbolos, fala da água que brota da parte subterrânea do templo, isto é, das suas profundezas. O templo que contém a fonte da vida. O templo como espaço gerador de vida.

A fonte brotava do seu interior e jorrava pelas suas portas, de onde saíam “braços” de rios. Por onde estas águas passavam, geravam vida: árvores frutificas nas suas margens que alimentavam homens e peixes. Águas que desaguam no mar tornando as suas águas saudáveis. É um processo, uma cadeia de vida que é gerada pelas águas que brotam do templo.

Neste sentido, meus irmãos e minhas irmãs, somos convidados a fazer dos nossos templos, fontes de vida. Lugares onde as pessoas, realmente se encontram com Nosso Senhor Jesus Cristo, aquele que pela água, “faz novas todas as coisas” (Ap 19,6).

Quando participamos da Sagrada Eucaristia, quando participamos da vida da comunidade, ouvindo a Palavra de Deus nós somos saciados pelo coração daquele no qual jorra “rios de água viva”. Esta água, que no dizer se Santo Agostinho, é símbolo do Batismo, da Eucaristia e da Igreja nos impulsiona a sermos os “braços desse rio” fora do templo (da igreja), gerando vida verdadeira a todos aqueles que encontramos.

No Evangelho, na porta da Ovelhas, à beira piscina, Jesus vai ao encontro de um homem doente há 30 anos. Ele está à “margem da vida”, tanto no sentido figurado como no sentido literal, pois a piscina representa a fonte da vida. Mesmo o doente estando tão perto não podia mergulhar para ser curado, pois a concorrência era grande e não havia ninguém que o ajudasse.

Quando não há amor pelo próximo, quando não existe caridade, quando a solidariedade fica apenas nas ideias, o resultado é que muitos sofrem ao redor da “piscina”

Hoje, no evangelho, é Jesus que foi ao encontro do homem e perguntou se ele queria ficar curado.

A compaixão de Jesus consiste numa ação: “Levanta, toma tua cama e anda”. Jesus não quer ver ninguém prostrado, alienado, amarrado nas situações opressores e no pecado. Ordenar que o home se levante é estender a mão. Há muitas coisas de se fazer isso sem ser paternalista ou assistencialista.

Ao curar no dia de sábado, o Senhor Jesus quer mostrar que a lei não está acima das pessoas, mas que a vida deve estar acima de qualquer coisa. Quando a vida não é respeitada, não importa o dia, a hora, é preciso fazer algo para mudar essa situação. 

Que a Palavra de Deus neste dia, pela intercessão da Virgem Maria, nos ajude a convertermos o nosso coração para enxergarmos as situações de sofrimento que estão à nossa volta e a sairmos da “globalização da indiferença”. Aproximemo-nos, nestes dias, do Sacramento da Penitência e da Reconciliação para que bebamos da "água da Misericórdia". Assim seja!

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