O Jejum que o "noivo" nos ensina!

Sexta-feira depois das Cinzas

20 de fevereiro de 2015

 1ª Leitura: Is 58,1-9a: “Jejum, caminho de superação do egoísmo” 

Salmo Responsorial 50: Ó Senhor, não desprezeis um coração arrependido. 

Evangelho: Mt 9,14-15: “Jesus e o jejum”.

 

 O Jejum que o “noivo” nos ensina!

Meus irmãos e minhas irmãs em Cristo Jesus!

A liturgia de hoje reflete sobre um dos três pilares do processo de conversão que somos chamados a exercitar na Quaresma: o jejum.

Muitos são os que veem o jejum apenas como um ato de mortificação do corpo, vazio de significado teológico, como se Deus se alegrasse com o sofrimento ou a privação humana. Outros o veem como castigo, como punição. Todavia não são estes os sentidos.

O verdadeiro jejum que agrada a Deus é o que transforma nossos corações e, assim, a nossa maneira de se relacionar com as pessoas e as coisas.

O profeta Isaías na primeira leitura, nos recorda o múnus profético que recebemos no Batismo: todo batizado (a) não pode se calar diante das situações de injustiças, das situações de pecado que ofendem a Deus! Quem segue a Jesus Cristo não pode se conformar com as situações injustas ou ser omisso.

O jejum feito como troca (“faço jejum para obter isso”) não agrada a Deus, diz o profeta. Quem jejua mas oprime, agride, ofende os outros, esvazia o sentido verdadeiro do jejum. Se se jejua praticando coisas que desagradam a Deus, não tem sentido jejuar.

O jejum que agrada a Deus é o jejum que promove alguma transformação interior e nas situações ao nosso redor.

Para Isaías, jejum que Deus acolhe é o que promove a vida, o que liberta de todas as formas de opressão.

Eu e você sabemos muito bem o que em nossa vida vivemos ou fazemos que agrada ou não a Deus e ao nosso próximo.

Como você tem usado seu celular?

Como você tem usado suas redes sociais? Como você usa os bens que tem e os dons que recebeu?

Que tal: viver 40 dias renunciando algumas coisas práticas que estão na origem do seu pecado?

No Evangelho vemos que os discípulos de João e os fariseus tem uma prática de jejum que pouco contribuem para mudança de vida e por isso Jesus propõe uma nova forma de jejum.

A diferença entre os discípulos de Jesus e os fariseus ou discípulos de João é que o Jejum dos discípulos de Jesus consiste num compromisso com os que mais sofrem.

Jesus é o “noivo” e por isso seus discípulos, enquanto estão na sua presença não jejuam.

Em palavras bem simples, o sentido do Jejum que Deus quer é este: não apenas se privar com a carne na quarta e na sexta-feira, mas ao deixar de comer a carne, o dinheiro que seria usado para comprá-la, poderia ser revertido para quem precisa (famílias carentes, orfanato, um asilo...).

Reze comigo essa palavra!

Que a Virgem Maria nos acompanhe! Que assim seja!

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