Quaresma - tempo de voltar e recomeçar!

Sexta-feira – 3ª Semana da Quaresma

13 de março de 2015

 

1ª Leitura: Os 14,2-10: “Volta, Israel, para o teu Senhor”

Salmo Responsorial 80 (81): Ouve meu povo, porque eu sou o teu Deus!.

Evangelho: Mc 12,28b-34

 

Quaresma: oportunidade para voltar e recomeçar!

Meus irmãos e minhas irmãs em Cristo Jesus!

A liturgia da Palavra desta Sexta-feira da 3ª Semana da Quaresma, nos convida a refletir, de forma prática, sobre dois caminhos que levam à conversão do nosso coração: primeiro, sendo a Quaresma um tempo de retorno, de volta, de maior atenção às coisas sagradas, para voltarmos com sinceridade a Deus é preciso que reconheçamos os nossos pecados, as nossas faltas e nos arrependamos; o segundo caminho que nos leva à conversão é o amor aos irmãos.

Só volta verdadeiramente a Deus, só busca verdadeiramente a Deus, só se tem saudades da paz e da felicidade que vem de Deus, quando O amamos de forma sincera.

E aqui está a riqueza da Palavra para este dia: quem ama escuta (“ouve, ó Israel” – Mc 12,29), quem ama presta atenção, quem ama sabe ouvir as manifestações de Deus no coração, na mente e na história.

O profeta Oseias (14,2-10) na leitura proclamada, pede que o povo de Israel volte ao Senhor, pois está caído por causa dos pecados. O pecado derruba, aliena, nos coloca no chão, nos desestimula para as coisas de Deus. O sonho do Senhor é que o povo de Israel, e hoje, nós, o novo Povo de Deus, nos reergamos e retomemos o caminho do bem. Deus, conforme a profecia de Oséias é um pai amoroso que cura os nossos desvios e perversidades, mas para isso é preciso conversão. O profeta usa uma imagem figurativa para se referir aqueles que tem um coração convertido: dará flores como o lírio, terá raízes profundas, perfume como os do Líbano, tudo isso para dizer que Deus é a única segurança e nunca desampara os que a Ele se voltam. 

No evangelho segundo Marcos, vemos que Jesus concentra os 248 mandamentos e as 365 proibições que os doutores da Lei haviam contado no mosaísmo em dois: amor a Deus (cf. Dt 4,6) e amos ao próximo (cf. Lc 19,18). O que Jesus faz é reconduzir a lei a sua função original: colocar Deus em primeiro lugar, ouvi-lo e amá-lo no próximo.

O comentário do escriba possui uma colaboração litúrgica: a vida e o culto não são realidadew independentes. A vida precisa adquirir valor de liturgia e a liturgia precisa adquirir sempre o valor da vida que brota da cruz do Senhor Jesus.

Que pela intercessão da Virgem Maria, Nossa Senhora da Conceição, o Espírito do Senhor nos ajude a celebrar o Evangelho de Jesus Cristo no nosso dia a dia, testemunhando o nosso amor a Deus e aos irmãos!

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